Desconfie de quem é contra a educação sexual nas escolas...



Entra ano, sai ano e algumas coisas não mudam. Você pode até fazer de conta que "estamos no rumo certo", mas isso não é verdade. 

Enquanto a Tia Lydia versão Brazuca fica fazendo cortina de fumaça, a verdade é que muitos abusadores se aproveitam da inocência e da falta de informação das crianças. Exemplos não faltam! 

O mais novo deles é a recente prisão de um grande lutador pela "não sexualização precoce das crianças" e ferrenho combatente da "ditadura gayzista de esquerda"....obviamente, mais um abusador que se esconde atrás dessa vitrine de "homem de bem" - expressão que cada vez mais me causa repulsa - para aliciar crianças e propagar pornografia infantil na internet.

O erro já começa na medida em que há um "mal entendido" entre educação sexual e sexualização. Aula de educação sexual não é pra ensinar a "fazer sexo". Nas palavras de Karina Figueiredo, membro do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, que afirmou que “só a orientação de crianças e adolescentes permite a autoproteção do ser e a prevenção de casos de abuso e exploração sexual. É ensinar a criança a conhecer o corpo, a identificar o que é um toque de afeto e o que é um toque erotizado, por exemplo”; podemos perceber o porquê da resistência dos abusadores a esse tipo de trabalho.

A sexóloga Laura Muller, que possui um quadro sexualidade no programa Altas Horas, já explicou, mais de uma vez, a importância da educação sexual para crianças e jovens. Ela também explica, de maneira bastante didática, como se acontece essa educação:

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Ou seja, informação disponível existe... estudos realizados, também... por isso eu digo: Desconfie de quem é contra a educação sexual nas escolas. Elas podem estar se aproveitando de sua inocência para deixar livre o caminho até às crianças. Não se deixe enganar!

Ahhh, mas são os próprios pais das crianças que estão querendo exercer o direito de fornecer a educação adequada em casa, você pode dizer.... balela! Estudos de dados das denúncias já realizadas - ou seja, somente de quem teve coragem de denunciar - indicam que 75% dos casos de abuso acontecem dentro da própria casa da criança. O estudo mostra que os homens são os principais autores de violência sexual tanto contra crianças quanto com adolescentes. Nos casos envolvendo adolescentes, em 92,4% das notificações o agressor era do sexo masculino. Nos casos envolvendo crianças, em 81,6%. E o alvo principal são as meninas Representam 74,2% dentre as crianças e um número ainda maior dentre as adolescentes: 92,4%.

Ou seja, o principal agressor é o homem, heterossexual e próximo da criança e do adolescente.

O estudo informa também que muitos casos não são notificados, por medo de represálias ou por desacreditarem da vítima.

Como identificar uma vítima 

Childhood Brasil listou 10 sinais que ajudam a identificar possíveis casos de abuso sexual infanto-juvenil:

Mudanças de comportamento: O primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da criança. Essa alteração costuma ocorrer de maneira imediata e inesperada. Em algumas situações a mudança de comportamento é em relação a uma pessoa ou a uma atividade em específico.

Proximidades excessivas: A violência costuma ser praticada por pessoas da família ou próximas da família na maioria dos casos. O abusador muitas vezes manipula emocionalmente a criança, que não percebe estar sendo vítima e, com isso, costuma ganhar a confiança fazendo com que ela se cale.

Comportamentos infantis repentinos: Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já abandonou anteriormente, é um indicativo de que algo esteja errado.

Silêncio predominante: Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo.

Mudanças de hábito súbitas: Uma criança vítima de violência, abuso ou exploração também apresenta alterações de hábito repentinas. O sono, falta de concentração, aparência descuidada, entre outros, são indicativos de que algo está errado.

Comportamentos sexuais: Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de abuso.

Traumatismos físicos: Os vestígios mais óbvios de violência sexual em menores de idade são questões físicas como marcas de agressão, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Essas são as principais manifestações que podem ser usadas como provas à Justiça.

Enfermidades psicossomáticas: São problemas de saúde, sem aparente causa clínica, como dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e dificuldades digestivas, que na realidade têm fundo psicológico e emocional.

Negligência: Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência. Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família estará em situação de maior vulnerabilidade.

Frequência escolar: Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca participação em atividades escolares e a tendência de isolamento social.


OBS: A foto acima é de um bandido - pq quem faz um tipo de coisa dessa não pode ser chamado de outro nome - preso recentemente e a matéria que dá mais informações sobre esse caso específico você pode ler no AColuna


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